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RECOMENDAÇÃO AO USO DE LUVAS EM ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS DE ALIMENTOS

O uso indiscriminado de luvas não faz sentido. Para quem trabalha em supermercados, padarias e comércios de alimentos em contato com público, e acredita que as luvas de procedimentos servem de proteção contra o novo coronavírus, a Direção-Geral da Saúde (DGS) diz o seguinte:
Além de ser ineficaz, o uso incorreto pode ter um efeito contrário e funcionar até como um “veículo de transmissão do vírus”.
Bem mais pernicioso e arriscado é o uso de luvas por operadores de caixas de supermercado ou empregados de estabelecimentos como pastelarias e cafés, porque esta prática pode acabar por potenciar a disseminação do novo coronavírus.
O que os trabalhadores destes estabelecimentos devem fazer é higienizar as mãos com gel desinfectante ou lavando-as entre cada operação”, aconselha o presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, Ricardo Mexia, As luvas conferem uma falsa sensação de proteção”, avisa o médico, que aguarda as normas e orientações claras sobre esta matéria que, está convencido, serão emitidas para cada setor após o Conselho de Ministro marcado para esta sexta-feira.
O novo coronavírus(SARS-CoV-2) pode permanecer ativo durante até quatro horas nas superfícies de cobre das moedas, concluiu, a propósito, uma equipa de investigadores norte-americanos do Instituto Nacional para Alergias e Doenças Infecciosas, da Universidade de Princeton e dos Centros para Controlo e Prevenção de Doenças de Atlanta num estudo cujos resultados preliminares foram publicados esta terça-feira na revista científica TheNewEnglandJournalofMedicine.
Há ainda um risco acrescido para os funcionários. “O uso continuado de luvas (sem outros cuidados) pode originar o desaparecimento da camada de ‘gordura protetora da pele’, o que abre a porta, facilmente, à contaminação por fungos”, diz, frisando que desconhece igualmente quaisquer recomendações das autoridades de saúde para utilização de luvas no atendimento ao público: “Esta prática só está recomendada em instituições de saúde ou em situação específicas.

EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPI MÁSCARA CIRÚRGICA
O número de partículas infecciosas necessárias para causar uma infecção é frequentemente incerto ou desconhecido para patógenos respiratórios. Além disso, muitas vezes há incerteza sobre a influência de fatores como a duração da exposição e a natureza dos sintomas clínicos na probabilidade de transmissão da infecção de pessoa para pessoa. Quando as máscaras faciais devem ser usadas pelo profissional de saúde em uma área de atendimento ao paciente, o controle da fonte (isto é, oferecer máscaras cirúrgicas para os pacientes sintomáticos) e a manutenção da distância do paciente (mais de 1 metro) são particularmente importantes para reduzir o risco de transmissão. Desta forma, as máscaras devem ser utilizadas para evitar a contaminação da boca e nariz do profissional por gotículas respiratórias, quando o mesmo atuar a uma distância inferior a 1 metro do paciente suspeito ou confirmado de infecção pelo novo coronavírus.
A máscara deve ser confeccionada de material tecido -não tecido (TNT), possuir no mínimo uma camada interna e uma camada externa e obrigatoriamente um elemento filtrante.
A camada externa e o elemento filtrante devem ser resistentes à penetração de fluidos transportados pelo ar (repelência a fluidos). Além disso, deve ser confeccionada de forma a cobrir adequadamente a área do nariz e da boca do usuário, possuir um clipe nasal constituído de material maleável que permita o ajuste adequado do contorno do nariz e das bochechas. E o elemento filtrante deve possuir eficiência de filtragem de partículas (EFP) > 98% e eficiência de filtragem bacteriológica (BFE) > 95%. Esses cuidados devem ser seguidos ao utilizarem as máscaras cirúrgicas: – coloque a máscara cuidadosamente para cobrir a boca e o nariz e ajuste com segurança para minimizar os espaços entre a face e a máscara; – enquanto estiver em uso, evite tocar na parte da frente da máscara; – remova a máscara usando a técnica apropriada (ou seja, não toque na frente da máscara, que pode estar contaminada, mas remova sempre pelas tiras laterais); – após a remoção ou sempre que tocar inadvertidamente em uma máscara usada, deve-se realizar a higiene das mãos; – substitua as máscaras por uma nova máscara limpa e seca assim que a antiga tornar- se suja ou úmida; – não reutilize máscaras descartáveis; Observação: Máscaras de tecido não são recomendadas, sob qualquer circunstância

Quem deve usar a máscara cirúrgica?
– Pacientes com sintomas de infecção respiratória (febre, tosse espirros, dificuldade para respirar).
– Profissionais de saúde e profissionais de apoio que prestarem assistência a menos de metro do paciente suspeito ou confirmado.

Caso os estabelecimentos comerciais que não se enquadrem nas Normas Técnicas da Anvisa, optem por permanecer com funcionários utilizando luvas de procedimentos, faz-se necessário as seguintes medidas OBRIGATÓRIAS:
Trocar as luvas a cada antedimento por cliente;
Após todos os atendimentos, higienizar as mãos com água e sabão, bem como utilizar álcool gel em todos os momentos de contato com mercadorias, produtos e público; Deixar a disposição no balção, almotolias de álcool gel para todos os clientes; As recomendações são válidas para o uso de máscaras cirúrgicas, se optar por utilizar, a cada 02 horas deverão ser descartadas e trocadas por novas. Não pode reutilizar máscaras!!!

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