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Vinte minutos em que Capivari parou

Ventos de até 150km/h com chuva de granizo; mais de 60 árvores caídas e 300 casas destelhadas colocaram cerca de 300 profissionais nas ruas num mutirão de recuperação

Capivari, terça-feira, dia 17 de novembro, às 19h05. Ventos fortes, chuva, queda de granizo. Foram os 20 minutos mais assustadores, nos quais a cidade parou. Ventos que chegaram a velocidade de 150km/h, acumulado em 20 minutos de 50.5mm de chuva. Milhares de famílias, dentro de suas casas, locais de trabalho, mercados, hospitais, postos de gasolina, outras mesmo se deslocando pelas ruas. Cada pessoa se protegeu como pôde de um temporal avassalador. Árvores caídas, fios de energia derrubados e apagão, telhados destruídos, janelas quebradas, veículos amassados com o forte impacto das pedras de granizo, animais amedrontados, corte de abastecimento de água. Famílias e mais famílias pedindo proteção e que tudo terminasse logo.

LEVANTAMENTO DOS ESTRAGOS
Pouco mais de meia hora após o início da tempestade, a Defesa Civil de Capivari começa a verificar os primeiros estragos pela cidade. Com apoio da Secretaria de Mobilidade Urbana, da Guarda Civil, do Corpo de Bombeiros, Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) e das Polícias Civil e Militar, os primeiros chamados começam a ser atendidos, por volta das 19h45. Uma longa noite estaria por começar. Às 20h04, o primeiro alerta da Defesa Civil foi disparado pelo Departamento de Comunicação.
A população começa a pedir ajuda por conta dos estragos e a Prefeitura os orienta a permanecer dentro de suas casas se possível, pelo perigo de acidentes nas ruas com cabos que poderiam estar soltos e energizados em meio a galhos e folhas de árvores caídas.

PRONUNCIAMENTO OFICIAL
Após andarem pela cidade, por volta das 22h, em frente a Santa Casa de Capivari, entram ao vivo via Facebook, o prefeito de Capivari, Rodrigo Proença, ao lado do vice-prefeito e prefeito eleito, Vítor Hugo Riccomini, e o diretor de Defesa Civil, Júlio Capóssoli Neto, fazendo um comunicado para a população sobre o ocorrido, pensando na avaliação de danos e informando que no momento não havíam vítimas.

TRABALHO NAS RUAS
As equipes, em trabalho conjunto, permanecem em atendimento até às 3h45 da madrugada de quarta-feira (18). Enquanto isso, a cidade fica sem energia, às escuras e em muitos locais, sem fornecimento de água.
Na manhã da quarta-feira, com a luz do dia, os estragos ficam mais visíveis e o trabalho recomeça. As principais ruas, avenidas e praças começam a ser limpas pelas equipes que somam cerca de 300 pessoas, com o apoio e trabalho da CPFL, mais o da população que começa a limpar suas casas. A energia elétrica começa a ser restabelecida pela cidade conforme os trabalhos de remoção de árvores e de recuperação da rede avançam.

DEFESA CIVIL DO ESTADO DE SP
Às 9h30 da manhã de quarta-feira, a Defesa Civil do Estado de São Paulo, por meio de seus representantes, se reúne com o prefeito, Defesa Civil de Capivari, Secretaria de Desenvolvimento Urbano e SAAE Capivari para juntos tratarem de decretar Estado de Emergência no município e avaliar a situação.
Às 10h45, o Departamento de Comunicação e o de Tecnologia de Informação preparam a entrada para live às 11h15 no Facebook, com o prefeito e autoridades presentes na reunião, para atualizar a população com informações e providências a serem tomadas.

ATENDIMENTOS DE OCORRÊNCIAS E CHAMADOS
Durante toda a quarta-feira, até aproximadamente às 16h, as equipes não pararam de atender os chamados da população. Somente quando a chuva começa os serviços são interrompidos. O abastecimento de água começa a ser liberado com a volta da energia elétrica para que os reservatórios se recuperem.
Na quinta-feira (19), os trabalhos nas ruas retomam cedo, e a Defesa Civil solicita a abertura da Barragem Leopoldina pensando em evitar uma possível enchente por conta das chuvas na região e o aumento no nível do Rio Capivari, que chega a atingir a marca de 1,55m na régua, às 10h26, podendo extravasar se atingir os 2 metros.

NÚMEROS DE ATENDIMENTOS
Ao longo de dois dias e uma noite, desde a terça-feira, foram 55 solicitações de atendimentos para a retirada de árvores caídas ou em risco de queda. Desses, 13 atendimentos foram concluídos até a quinta-feira, e em cada um deles, em sua maioria, foram várias árvores em cada ponto. Árvores caídas em vias públicas, sobre muro e telhados de imóveis, sobre a fiação elétrica. Além deste número, na noite da tempestade, somaram-se mais quatro chamados atendidos, vistorias em casas e pela Santa Casa.
O trabalho foi realizado pela Defesa Civil, em conjunto com as Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Guarda Civil, Secretaria de Mobilidade Urbana, Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Diretoria de Meio Ambiente e CPFL em contato sempre com o Departamento de Comunicação e Ouvidoria Municipal, que repassavam as mensagens e solicitações da população.
Ao final da quinta-feira, ainda restava muito trabalho a ser feito pelas ruas. Mas muito também foi feito. Foram cerca de 60 árvores tombadas, 300 casas destelhadas e, até a quinta-feira, apenas uma família estava desalojada.

SOCIAL
A Secretaria de Desenvolvimento Social e o Fundo Social realizaram atendimentos às famílias afetadas pela chuva que tenham perdido roupas, calçados, colchões, que precisem de alimentos, entre outros. O Fundo Social está arrecadando doações da população e na última quinta-feira (19), recebeu cerca de 10 mil peças de roupas, colchões, camas, cestas básicas, alimentos, que serão destinados às pessoas que receberam visita da assistência social, ou entraram em contato com o Fundo Social. As arrecadações deverão continuar na sexta-feira (20) das 9h às 11h, e das 13h às 17h, recebendo e doando para pessoas que são assistidas pelo Cras, no Ginásio de Esportes “Ronaldo Zaidan Pellegrini” Ronaldão, localizado na av. José Annicchino.

SAÚDE
Devido a queda de energia por um longo período nos postos de saúde do município, a vacinação foi suspensa nas unidades, exceto no Posto Central, o Centro de Saúde “Dr Mário Dias de Aguiar”. As doses das demais unidades aguardam análise para avaliar as possíveis perdas devido a variação de temperatura. Os exames de sangue e eletrocardiograma do Posto Central deverão ser remarcados pelo telefone (19) 3492-8200.

SANTA CASA
Com a tempestade, o telhado da Santa Casa ficou danificado, com infiltrações e janelas quebradas. Na manhã desta sexta-feira (20), o hospital recebeu a doação de mais de dois mil metros quadrados de telhas para a troca de TODO O TELHADO, por meio da empresa Saint-Gobain do Brasil (Brasilit), com a colaboração da Transbelfante, que fez o transporte sem custo e também a Capifer, que cedeu a empilhadeira para descarregamento.
Com o apoio e trabalho de funcionários públicos municipais de diversos setores a Capela da Santa Casa passou por limpeza durante a quinta-feira, com a remoção de objetos como bancos, imagens e até o lustre de cristal antigo. O telhado da Capela começou a receber os primeiros reparos.

ATENDIMENTOS CONTINUAM
Já no terceiro dia de trabalho nas ruas, as equipes continuam realizando atendimentos, retirando árvores e visitando imóveis, numa soma total de 30 horas de trabalho desde o dia 17.
Os telefones de contato são:
Defesa Civil: 199 e (19) 3492-3186;
Guarda Civil: 153 e (19)3491-1311;
Corpo de Bombeiros: 193;
Departamento de Comunicação: WhatsApp – (19) 3492-9200 e Facebook – https://www.facebook.com/PrefeituraDeCapivari.

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